Doping Mecânico no Tour de France 2018

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Com o objetivo de eliminar todas as suspeitas a União Ciclística Internacional (UCI) confirmou que foram realizados mais de 160 testes em diferentes bicicletas durante diferentes etapas durante o Tour de France 2018, mas todos os testes foram negativos para o doping mecânico.

Acredita-se que os últimos avanços em doping mecânico incluam rodas eletromagnéticas.

“Gostaria de parabenizar meus colegas da UCI e os comissários da UCI por seu esforço e envolvimento nas últimas três semanas, período durante o qual um enorme número de  bicicletas foram testadas”, disse Lappartient presidente da UCI. “O objetivo é eliminar suspeitas e mostrar ao público e a todas as partes interessadas do ciclismo, incluindo investidores, que nosso esporte é confiável. Continuaremos a trabalhar nesse sentido, para garantir que a reputação positiva do ciclismo seja garantida”, completou.

Em março, o novo presidente da UCI, David Lappartient, anunciou que a UCI reforçou sua estratégia para combater o doping mecânico, apresentando um gabinete de raios X móvel e prometendo que câmeras de imagem térmica também seriam usadas nesta temporada. A UCI também introduziu um VAR (Video Assist Referee) que estuda todas as imagens de televisão de uma corrida que ajuda os juízes de corrida da UCI a identificar qualquer mudança suspeita nas bicicletas ou rodas.

“A União Ciclística Internacional pode hoje confirmar que realizou testes rigorosos durante o Tour de France de 2018 como parte da luta contra a fraude tecnológica”, disse a UCI em um comunicado de imprensa na segunda-feira. “Os testes foram realizados utilizando diferentes tecnologias – varredura magnética, raios X e imagens térmicas – antes, durante e após as etapas, durante as três semanas de competição. Cada um desses testes retornou como negativo.”

No final do Tour de France, 164 testes foram realizados usando tecnologia de raios-X. Entre cinco e dez bicicletas foram testadas em cada etapa, incluindo a bicicleta do vencedor do estágio e também a bicicleta do camisa amarela. Outros testes foram realizados durante os estágios usando câmeras de imagem térmica.

Durante as três semanas de corrida, 2.852 testes totais foram realizados – no início de todas as 21 etapas – usando a tecnologia de varredura magnética, um método introduzido pela UCI pela primeira vez no Tour de France em 2016.

A UCI revelou que começou a testar um dispositivo rastreador que pode supostamente detectar os campos magnéticos criados por motores ocultos. Esse programa foi criado com o Departamento de Pesquisa Tecnológica da CEA Tech (Comissão Francesa de Energia Atômica e Alternativa).

O objetivo é desenvolver um ‘rastreador’ que possa ser colocado em todas as bicicletas no pelotão.

 

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